Pulseiras de Maria Antonieta são vendidas em leilão por preço exorbitante

Maria Antonieta da Áustria, por Élisabeth-Louise Vigée-Le Brun, 1783. Fotografia divulgada pela casa de leilões Christie’s, que efetuou a venda das joias em novembro de 2021.

Duas pulseiras de diamante que já foram propriedade da rainha da França, Maria Antonieta, foram vendidas em um leilão, em Genebra, na Suíça, por cerca de 8 milhões de dólares (R$ 44,7 milhões).

Elas foram compradas por um licitante anônimo por telefone. Maria Antonieta mandou guardar as joias antes de ser guilhotinada durante a Revolução Francesa em 1793. Ambas as pulseiras foram contrabandeadas e permaneceram dentro de sua família por mais de 200 anos.

Foi a primeira vez que as pulseiras, feitas de 112 diamantes lapidados, foram submetidas a leilão. As duas peças foram vendidas por mais do que o dobro do esperado.

As peças estão numa caixa de veludo azul que contém o nome da última rainha do Antigo Regime. As pulseiras são compostas por três cordas de diamantes – com 112 diamantes no total – e um grande fecho de fivela. Cada diamante pesa 97 gramas e inclui prata e ouro.

“Essas pulseiras viajaram no tempo para contar a era mais importante da história francesa, com seu glamour, glória e drama”, disse François Curiel, presidente na Europa da casa de leilões Christie’s.

Maria Antonieta nasceu na Áustria em novembro de 1755 e em 1770 foi enviada à França, aos 14 anos, para se casar com o futuro Rei Luís XVI. Ela morreu na guilhotina em 16 de outubro de 1793, poucos meses depois do marido, aos 37 anos de idade. Após se tornar cada vez mais impopular entre o povo francês, que a acusava de ser uma gastadora compulsiva e uma influência perigosa sobre o rei.

Maria Teresa Carlota em 1786, por Adolf Ulrik Wertmüller. Ao lado temos uma pintura de Antoine-Jean Gros, retratando a princesa já adulta, em 1816. A filha de Maria Antonieta chegou a Viena em 9 de janeiro de 1796, à noite, 22 dias após deixar a prisão.

Enquanto estava na prisão nas Tulherias, em Paris, ela enviou uma carta afirmando que um baú de madeira com joias seria enviado para ser resguardado. Sua filha sobrevivente, Maria Teresa Carlota, Madame Royale, recebeu as joias ao chegar à Áustria, em 1796, informou a casa de leilões.

Com informações de BBC

Publicado por Fernanda da Silva Flores

Fernanda da Silva Flores é graduada em História pela UNOPAR (2018) e possuí pós-graduação em Gestão e Organização da Escola com Ênfase em Supervisão Escolar (2019) também pela UNOPAR. Fundou o site Rainhas na História em setembro de 2016. Reside em Itajaí, Santa Catarina, Brasil.

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