Valioso quadro de Felipe II é escoltado do Escorial até Amesterdã para exposição

Detalhe de ‘Felipe II en la jornada de San Quintín’, de Antonio Moro, 1560. © Patrimônio Nacional da Espanha

A obra ‘Felipe II en la jornada de San Quintín’, de Antonio Moro, viajou do Real Mosteiro de São Lourenço do Escorial ao Rikjsmuseum de Amsterdã, na Holanda, onde será exposta. A pintura percorreu aproximadamente 2.000 quilômetros.

O transporte da peça feita em 1560 é delicado. Não só pelas suas dimensões, mas também pela sua idade e valor. “Tem que carregá-lo entre duas ou três pessoas”, explica Carmen García-Frías, curadora de pintura antiga do Patrimônio Nacional da Espanha ao Nius Diario.

Frías é a encarregada de vistoriar “pessoalmente” o transporte do retrato de Felipe II à Holanda. “É a primeira vez que fazemos isso desde março de 2020. Durante a pandemia fizemos o monitoramento online”, disse a curadora.

Frías ainda realizou um exame exaustivo na obra antes da mesma ser empacotada e acomodada em um caminhão com destino à Holanda. ‘Felipe II en la jornada de San Quintín’ não estava viajando sozinho, um busto do pai de Felipe, o Imperador Carlos V e o “Retrato de un matrimonio” de Lorenzo López o acompanharam.

Se há quase cinco séculos, em vida Felipe II viajava com uma escolta, agora também o faz. “Obras que ultrapassem os 600 mil euros devem ser escoltas”, diz Carmen Frías. A Guarda Civil da Espanha garantiu que a pintura chegasse em segurança à fronteira francesa.

A partir de então a pintura ficou nas mãos dos gendarmes franceses e depois da polícia holandesa. Ainda assim, o caminhão que a transportava sempre era monitorado por GPS das forças de segurança espanholas e deveria manter a mesma velocidade durante todo o trajeto.

“A pintura saiu (de Madrid) em 20 de setembro e chegou ao Rijksmuseum no dia 22.” Onde o retrato do monarca mais poderoso do século 16 passou a noite antes da exposição não foi divulgado afim de evitar um eventual furto.

Além disso foi necessário uma “quarentena” do quadro após ele ter chegado ao museu. “Antes de poder ser exposto, o retrato teve que passar 24 horas se adaptando”, explicou Frías.

A pintura fará parte da exposição “Remember Me”, que dará uma visão do retrato no Renascimento e como as pessoas da época queriam ser vistas. A exposição terá início em 1 de outubro.

‘Felipe II en la jornada de San Quintín’, de Antonio Moro, ocupará uma posição na seção dedicada ao “Poder”. No quadro, o rei é retratado de armadura na única batalha em que participou, a de San Quentin, que aconteceu em 10 de agosto de 1557.

O autor, Antonio Moro (nascido na Holanda), trabalhou para a corte espanhola e não gozava de boa reputação entre seus compatriotas que clamavam pela independência da Espanha. Agora, o retratista e o retratado retornam a Holanda.

Com informações de Nius Diario

Publicado por Fernanda da Silva Flores

Fernanda da Silva Flores é graduada em História pela UNOPAR (2018) e possuí pós-graduação em Gestão e Organização da Escola com Ênfase em Supervisão Escolar (2019) também pela UNOPAR. Fundou o site Rainhas na História em setembro de 2016. Reside em Itajaí, Santa Catarina, Brasil.

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